Gohan, Labrador, 12 anos. Paciente de acupuntura para tratamento de hérnia de disco e bico de papagaio (espondilose). O animal apresentou grande dificuldade de locomoção, chegando a ficar 8 horas sem conseguir levantar. Hoje, após 3 sessões de acupuntura apresentou grande melhora, já conseguindo caminhar.
Este Blog foi criado com o intuito de divulgar e transmitir conhecimento sobre a Acupuntura Veterinária. Uma técnica milenar de tratamento em animais, ainda pouco valorizada no mundo ocidental, porém com eficácia comprovada cientificamente. Dedico a todos os profissionais da área veterininária e aos amantes de animais como eu. RENATA MARIA TEIXEIRA DE MACÊDO (CRMV RJ/ 9632) - Médica Veterinária e Acupunturista Veterinária.
quarta-feira, 12 de março de 2014
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Reportagem sobre acupuntura em animais no Globo Repórter
| Acupuntura para animais | |
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
Peppi, tratando osteoartrose com acupuntura
Peppi, da raça Maltês, 8 anos, outro paciente de acupuntura. Foi diagnosticado com osteoartrose nas patas traseiras. Apresentava limitação de movimentos, não conseguindo subir em lugares altos (cadeiras, sofás, escadas), apresentando também muita dor. Após algumas sessões de acupuntura obteve melhora de todos os sintomas, voltando a subir as escadas normalmente.
A artrose é uma patologia ortopédica que acomete, principalmente, os animais geriátricos. É úma doença comum devido ao envelhecimento. As alterações degenerativas que ocorrem nas cartilagens articulares são a principal causa do surgimento da artrose nos animais de companhia.
Sendo uma doença de carater crônico, não apresenta cura e o tratamento visa controlar a dor e melhorar a qualidade de vida do animal. A acupuntura se mostra bastante benéfica nesses casos, alcançando grandes resultados.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Brita, Rompimento do ligamento cruzado cranial direito
Brita, canina, Australian Cattle Dog, 6 anos.
O tratamento com acupuntura
foi indicado pelo fato do animal ter sofrido uma ruptura do ligamento cruzado
cranial no joelho direito e, mesmo depois de ser submetido à cirurgia,
continuar apresentando sinais de dor e claudicação.
A ruptura do ligamento cruzado cranial é uma patologia comum nos cães, sendo uma das principais causas de claudicação canina. Além da morfologia do joelho do cão contribuir para esta ruptura, algumas raças têm tendência a apresentar o problema. É causado com mais frequência secundariamente a processos degenerativos articulares e do próprio ligamento.
Neste caso, já que o animal não sofreu nenhum trauma, acredita-se que a causa principal seja devido ao desgaste do ligamento.
Na primeira sessão, observou-se através do exame físico que o animal também apresentava claudicação no membro posterior esquerdo. Provavelmente, o animal por querer minimizar o esforço na pata afetada começou a apoiar seu peso no membro contralateral, sobrecarregando o mesmo.
Segundo à literatura, 50 a 70% dos cães que sofreram ruptura do ligamento cruzado cranial (LCC) irão apresentar o mesmo problema no outro joelho. Além disso, na maioria dos casos o cão tem ou irá desenvolver artrose.
A artrose é uma doença articular crônica, de progressão lenta, degenerativa e irreversível. Portanto, depois de presente será necessário gerir este problema por toda a vida do animal.
Desde o início do tratamento, o animal vem alternando em quadros de melhora e piora na dor e claudicação. É importante ressaltar que o excesso na atividade física e forças abruptas e excessivas podem prejudicar a evolução do tratamento. Portanto, deve-se ter cautela com a atividade física, dando preferência a breves caminhadas. A natação também é bastante benéfica, pois reduz o impacto. Deve-se controlar rigorosamente o peso do animal, já que o excesso do mesmo contribui sobrecarregando os membros afetados.
É necessário deixar claro que a terapia com acupuntura não irá corrigir o problema, já que não existe cura para a doença do LCC. As metas do tratamento são aliviar a dor, melhorar a função do membro, controlar a artrose e evitar possível ruptura do ligamento cruzado cranial contralateral, ou seja, no joelho esquerdo.
Após 3 meses de tratamento, Brita não apresentava mais nenhum sinal de dor e não mancava mais. Hoje continua fazendo o tratamento com acupuntura, de 15 em 15 dias, apenas para manutenção.
A ruptura do ligamento cruzado cranial é uma patologia comum nos cães, sendo uma das principais causas de claudicação canina. Além da morfologia do joelho do cão contribuir para esta ruptura, algumas raças têm tendência a apresentar o problema. É causado com mais frequência secundariamente a processos degenerativos articulares e do próprio ligamento.
Neste caso, já que o animal não sofreu nenhum trauma, acredita-se que a causa principal seja devido ao desgaste do ligamento.
Na primeira sessão, observou-se através do exame físico que o animal também apresentava claudicação no membro posterior esquerdo. Provavelmente, o animal por querer minimizar o esforço na pata afetada começou a apoiar seu peso no membro contralateral, sobrecarregando o mesmo.
Segundo à literatura, 50 a 70% dos cães que sofreram ruptura do ligamento cruzado cranial (LCC) irão apresentar o mesmo problema no outro joelho. Além disso, na maioria dos casos o cão tem ou irá desenvolver artrose.
A artrose é uma doença articular crônica, de progressão lenta, degenerativa e irreversível. Portanto, depois de presente será necessário gerir este problema por toda a vida do animal.
Desde o início do tratamento, o animal vem alternando em quadros de melhora e piora na dor e claudicação. É importante ressaltar que o excesso na atividade física e forças abruptas e excessivas podem prejudicar a evolução do tratamento. Portanto, deve-se ter cautela com a atividade física, dando preferência a breves caminhadas. A natação também é bastante benéfica, pois reduz o impacto. Deve-se controlar rigorosamente o peso do animal, já que o excesso do mesmo contribui sobrecarregando os membros afetados.
É necessário deixar claro que a terapia com acupuntura não irá corrigir o problema, já que não existe cura para a doença do LCC. As metas do tratamento são aliviar a dor, melhorar a função do membro, controlar a artrose e evitar possível ruptura do ligamento cruzado cranial contralateral, ou seja, no joelho esquerdo.
Após 3 meses de tratamento, Brita não apresentava mais nenhum sinal de dor e não mancava mais. Hoje continua fazendo o tratamento com acupuntura, de 15 em 15 dias, apenas para manutenção.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Acupuntura no tratamento de tartarugas marinhas nos EUA.
Veterinários norte-americanos recorreram à acupuntura na tentativa de salvar tartarugas marinhas de espécies ameaçadas que adoeceram na costa do país.
O objetivo da técnica é reduzir o estresse, melhorar o fluxo sanguíneo e fortalecer o sistema imunológico – efeitos que a acupuntura, comprovadamente, provoca nos humanos. No entanto, a acupunturista Claire McManus ainda não sabe se a técnica vai funcionar.
“Não há muita literatura disponível sobre acupuntura em tartarugas, então estou me baseando em como tratamos outros animais e humanos”, afirmou.
O problema das tartarugas começou quando elas chegaram a praias da região da Nova Inglaterra, no nordeste do país, em busca de comida. A temperatura caiu bruscamente e os animais, que não têm sangue aquecido como o dos mamíferos, ficaram imóveis durante dias.
Somente 242 animais puderam ser salvos, e foram levados para o Aquário da Nova Inglaterra para tratamento. Além da hipotermia, os répteis sofriam de problemas como pneumonia e desnutrição.
As tartarugas foram tratadas com as melhores tecnologias veterinárias disponíveis, que vão desde rações enriquecidas a antibióticos e tratamento com laser. Recuperadas, elas puderam ser devolvidas à natureza.
No entanto, 14 indivíduos não responderam bem ao tratamento e ainda apresentam dificuldades de mobilidade que não os permitiriam sobreviver na natureza. É para recuperar esses animais que os especialistas em acupuntura foram acionados.
Fonte:
www.g1.globo.com
Foto: AP Photo/Rodrique Ngowi)
Belinha, cachorrinha da Ana Maria Braga, fazendo acupuntura para tratar dor na coluna.
Às vezes seu cãozinho apresenta um comportamento diferente do normal, está mais tristinho ou incomodado, e você não sabe o que pode ser. Levar ao veterinário é uma boa opção, mas neste caso você pode ir além da consulta de rotina e optar por algumas terapias que podem ajudar de diversas formas na recuperação do animal.
Belinha que está acima do peso e por isso teve problemas na coluna, está afastada do Mais Você para poder finalizar o tratamento, que consiste em terapias associadas que amenizam a dor e aos poucos corrigem o problema.
Paciente mais famosa da médica veterinária Camila Zampini, a poodle de Ana Maria Braga, que está com 12 anos, não é a única a passar por sessões semanais de acupuntura para auxiliar no tratamento.
A técnica utilizada em Belinha é a associação de acupuntura, fisioterapia, massoterapia com óleos naturais, alongamentos e fitoterapia chinesa, que combinadas ajudam com que as dores e a inflamação desapareçam, trazendo bem estar novamente ao animal.
A médica veterinária também explica, que "o tratamento com acupuntura é indicado como coadjuvante para qualquer doença que cause desequilíbrio no corpo, principalmente doenças crônicas, como transtornos osteomusculares, doenças articulares degenerativas, endócrinas e renais, tratamento de dor, distúrbios comportamentais", entre outras.
A técnica milenar da medicina tradicional chinesa é comprovada cientificamente. "O método consiste na estimulação de pontos específicos do corpo para obter o equilíbrio de todos os órgãos, vísceras e sistemas neurológico e musculoesquelético", explica Camila.
É importante ressaltar que cada animal tem um tipo de tratamento e associação de terapias, antes de iniciar qualquer tratamento o animal deve passar por consulta e indicação de profissional especializado.
Fonte: www.anamariabraga.globo.com
terça-feira, 5 de junho de 2012
Negão - Sequelas de cinomose
Negão, canino, macho, SRD.
Negão contraiu o vírus da cinomose, atravessou a fase aguda da doença e, posteriormente, apresentou sequelas da doença como andar cambaleante, incoordenação, fortes tiques musculares e movimentos mastigatórios.
A cinomose em cães é uma das doenças infecciosas mais importantes do mundo. É altamente contagiosa, leva o animal a um quadro neurológico, podendo ter como consequência a morte. Pelo fato do tratamento convencional não ser muito eficaz, o uso da acupuntura é bastante indicado.
Foi indicada a terapia através da acupuntura com o intuito de minimizar essas sequelas adquiridas e melhorar a qualidade de vida do animal.
Aproximadamente dois meses após o animal contrair a doença foi iniciado o tratamento com acupuntura.
Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, a cinomose é caracterizada como uma síndrome relacionada ao Vento, Calor Externo e é também caracterizada como uma síndrome Wei Bi.
Logo após as três primeiras sessões já notava-se claramente uma melhora significativa no andar do animal. O mesmo conseguia se equilibrar melhor e tinha passos mais uniformes. Foram realizadas 10 sessões no total e o animal apresentou uma resposta positiva ao tratamento, já podia passear e andar normalmente, com uma visível diminuição dos tiques musculares e movimentos mastigatórios, sendo estes mais brandos.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Tobi - Paralisia dos membros posteriores (Paraparesia)
Tobi, Dachshund, macho, 4 anos.
Tobi parou de andar e começou a arrastar os membros posteriores no chão, se locomovendo com bastante dificuldade. Além disso, apresentava exposição do pênis e não apresentava movimentos na cauda. Segundo o proprietário, o animal é bastante agitado e costumava pular muito e alto, acreditando ter sofrido uma lesão na coluna por esse motivo.
Logo que ocorreu o problema o animal começou a ser tratado com Dexametasona injetável, mas não obteve melhora. Não havia sido realizado nenhum exame de imagem para o diagnóstico do caso.
Após duas semanas foi iniciado o tratamento com acupuntura. Durante o exame neurológico, pode-se constatar que o animal apresentava falta de propriocepção e presença de dor profunda.
Entre a primeira e a segunda sessão, o animal já apresentou uma melhora significativa, recuperando os movimentos da cauda e não apresentando mais a exposição do pênis. Além disso, já conseguia mover os membros posteriores, mas ainda assim com dificuldade e sem coordenação.
Na terceira sessão Tobi já conseguia andar tranquilamente, apresentando apenas um pouco de desequilíbrio nos seus passos.
A partir da quinta sessão o animal já havia recuperado totalmente seus movimentos.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Nick - torção na articulação do punho direito
Nick, macho, Lhasa Apso, 9 anos.
Nick sofreu um trauma e teve uma luxação na articulação do punho direito. Foi tratado com medicamentos para dor e antinflamatórios, porém não obteve melhora. Após 3 semanas foi iniciado o tratamento com acupuntura.
Perfil do animal: agitação, ansiedade, irritação, insônia, euforia.
O animal apresenta há alguns anos a presença de cristais na urina, urinando pouco volume, muitas vezes por dia. Sua urina é concentrada com coloração amarela forte. Já apresentou infecção urinária.
Em relação à luxação da articulação do punho, o animal apresentava um inchaço local, com muita dor, não conseguindo apoiar o membro no chão para se locomover, por isso mancava constantemente com a pata dianteira direita.
As sessões de acupuntura foram iniciadas e o Nick não aceitou bem a inserção das agulhas, se mostrando extermamente irritado e até mesmo agressivo. Na segunda sessão, optei por não forçá-lo a receber a introdução das agulhas, pois isso deixava o animal cada vez com mais repulsão a qualquer tipo de manipulação e ao invés de ser um tratamento para o bem do animal estava trazendo mais estresse para o mesmo.
O tratamento foi adaptado ao uso da moxabustão e a acupressão dos pontos de acupuntura e massagem, sem a utilização de uma única agulha.
Na sessão seguinte, o Nick foi melhorando o seu humor e se mostrando cada vez mais receptivo à manipulação. O tratamento se mostrou eficaz e o animal já apresentou melhora significativa a partir da terceira sessão, já apoiando bem o membro anterior direito no chão.
Outro fator determinante que já pode ser observado após a primeira sessão foi o animal ter melhorado da insônia, dormindo a noite toda, e, o fato de ter apresentado a urina em maior volume com coloração bem mais límpida.
Hoje, o Nick adora receber as sessões de acupuntura, ficando tão relaxado que chega a adormecer durante a sessão. Estamos na reta final do tratamento e com resultado 100% positivo em relação à torção do punho, o animal já se locomove sem dificuldades, apoiando normalmente a pata no chão.
O importante é pensar primeiro no bem-estar do animal, adaptando a técnica ao animal e não o contrário.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Princesa - Hérnia de disco
Essa é a Princesa, uma paciente vira-latinha simpática e muito boazinha. Há algumas semanas atrás ela estava com muita dor e com muita dificuldade de locomoção. Para conseguir se levantar, precisava da ajuda da sua dona que utilizou uma espécie de colete em seu tronco para conseguir suspênde-la mais facilmente. A Princesa estava com a postura da coluna toda encurvada e mal conseguia mover seu pescoço. Seu problema: hérnia de disco.
Já com algum tempo fazendo uso de medicamentos e não conseguindo progressos, foi indicado o tratamento com acupuntura.
Quando comecei a primeira sessão de acupuntura, a Princesa se mostrava com muita dor, respirando ofegantemente. Muito boazinha, aceitou bem a inserção das agulhas e o tratamento com moxaterapia. Na segunda sessão, ela já estava bem melhor, vindo até mesmo me receber no portão de sua casa. Hoje, estamos na quarta sessão e a Princesa está praticamente boa, conseguindo se locomover bem, sem dor e já querendo correr pela casa.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Donos usam ofurô e acupuntura para melhorar saúde dos bichos em MS
A estudante Paloma Ujacow Martins, 27 anos, é dona da chihuahua Lonely e afirma ter encontrado na acupuntura a solução para dores que a cadela sentia, evitando a necessidade de cirurgias ou uso de medicamentos.
“Percorri vários veterinários da cidade. A veterinária identificou que era um problema na coluna. A opção era operar ou tomar um remédio fortíssimo pelo resto da vida. Aí a opção era a acupuntura. Logo nas primeiras sessões a dor passou”, conta.
Segundo ela, o animal de estimação frequentou sessões semanais durante quase um ano, de setembro de 2010 a julho de 2011. A estudante conta que parou com as sessões para observar como a cadela se comportaria e se as dores voltariam. Como isso não aconteceu, ela pretende voltar à clínica e ir além do tratamento com agulhas.
“Hoje é comum animais com problemas na coluna. A idade vem chegando e existem algumas raças que são pré dispostas a essas doenças”, explica a veterinária. “Com os tratamentos, dá-se muita qualidade de vida, evitando que o animal tome muito anti inflamatório”.
Não existe um número específico de sessões as quais os bichos têm que ser submetidos. É essencial que, pelo menos nas primeiras sessões, os proprietários estejam presentes até que o bicho se acostume e fique menos agressivo.
A partir de então, a acupuntura e o ofurô canino servem também para acalmar os mascotes, tornando-os mais tranquilos.
Rotina
A médica veterinária especialista em acupuntura animal, Rosana Antunes Estrada, 47 anos, explica que o tratamento deve ir além da clínica. “A gente passa para os donos, exercícios que são feitos em casa para estimular e ajudar o animal. Se o dono se dedicar fora da terapia, a recuperação é muito menor”, explica.
O preço de R$ 50 é considerado caro pela maioria dos clientes, mas de acordo com Rosana, o tratamento tem tido muita procura por pessoas das classes C e D. “A procura está grande e tem aumentado muito, cerca de uns 40%”, afirma a médica.
Segundo ela, todos os clientes têm em comum o fato de estarem preocupados com a saúde de seus bichos e estão em busca de bem estar.
Fonte:
sexta-feira, 22 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Leão tetraplégico apresenta melhora com o auxílio da Acupuntura.
O leão Ariel, que mobilizou uma corrente de solidariedade na internet, começou um novo tratamento que já o ajudou a mexer o pescoço, disse nesta segunda-feira (18) a dona do animal, Raquel Ferreira Borges da Silva. Com 3 anos, o felino atualmente está hospedado na casa de uma veterinária em São Paulo. Ele sofre desde o ano passado de uma misteriosa doença que o impede de mexer as patas. O tratamento é feito com auxílio da acupuntura e a introdução de vitamina D na alimentação do leão.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/leao-tetraplegico-ja-mexe-o-pescoco-diz-dona-do-animal.html
Fonte: www.globo.com
terça-feira, 5 de julho de 2011
Acupuntura Veterinária
O QUE É?
É o principal método de tratamento utilizado com sucesso na China há mais de 4 mil anos em humanos e animais. A técnica consiste na inserção de finas agulhas de aço inoxidável estéreis em pontos específicos do corpo. Em geral, tem boa aceitação por parte dos animais, alguns relaxam tanto que chegam a adormecer durante a sessão.
COMO FUNCIONA?
Agindo sobre o sistema nervoso central, aumentando a circulação sanguínea e liberando substâncias endógenas como a endorfina e a serotonina que funcionam como analgésicos naturais. Além disso, age estimulando o sistema de defesa do organismo. Trata o indivíduo como um todo, utilizando substâncias do próprio organismo para a cura, por isso é considerado um método de tratamento natural. O corpo possui um fluxo de energia, e esse fluxo de energia deve estar sempre equilibrado para que o indivíduo se encontre saudável.
QUAIS AS INDICAÇÕES?
A acupuntura pode ser indicada para tratar praticamente qualquer patologia. Alguns exemplos são:
· Controle da dor
· Paralisias
· Osteoartrites
· Hérnia de disco
· Espondilose – “bico de papagaio”
· Síndrome da cauda eqüina
· Paresias e parestesias
· Displasia coxo-femoral
· Seqüelas de cinomose
· Convulsões/epilepsia
· Desordens neurológicas
· Estresse
· Incontinência urinária e fecal
· Problemas dermatológicos
· Distúrbios gastrointestinais (vômitos, diarréias, gastrites)
· Distúrbios respiratórios
· Distúrbios hormonais
domingo, 10 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
A utilização da moxabustão como terapia complementar.
Moxabustão significa, literalmente, "longo tempo de aplicação do fogo". É uma das técnicas terapêuticas usadas pela Medicina Tradicional Chinesa. É uma espécie de acupuntura térmica, onde através de um bastão de ervas, mais comumente a Artemísia, é feita a combustão.
A combustão da Artemísia tem a propriedade de aquecer profundamente. A aplicação do calor produzido pela moxa nos pontos ou meridianos de acupuntura, remove bloqueios de energia que obstruem o seu fluxo pelos meridianos, eliminando a umidade e o frio que promovem disfunções no organismo. O efeito do calor se soma a energia yang do corpo potencializando esse aspecto (yang) da energia (chi) podendo inclusive ser conduzido até o seu extremo ou seja a transformação no aspecto oposto da energia (yin).
Bastão de moxabustão de Artemísia.
Bastão de moxabustão de Artemísia.
O bastão deve ser aceso e aproximado do ponto em que se deseja acrescentar energia ou desestagnar a energia acumulada. Ele pode ser usado aproximando-o da agulha, conduzindo o calor para o ponto de acupuntura ou apenas aproximando o bastão da pele.
A técnica permite o relaxamento e a tranquilização do animal.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Tratamento de Dermatite Piotraumática através da Acupuntura.
Mandy, fêmea, canina, poodle, 9 anos.
Subitamente apresentou uma lesão circunscrita, vermelha, úmida e exsudativa na pele e alopecia local. Foi relatado pelo proprietário que a cadela havia sido tosada há uns 10 dias e logo após foi notada uma pequena ferida já cicatrizada na pele do animal. Durante esse tempo o animal também fez uso de uma “roupinha” de lã.
A dermatite Piotraumática é definida como um autotraumatismo da pele, onde o animal, na tentativa de aliviar a dor ou o prurido acaba se machucando. As características clínicas incluem início agudo de uma lesão vermelha, circunscrita, úmida e exsudativa. A lesão desenvolve-se em questão de horas após a mastigação e lambedura local. Geralmente, a lesão é dolorida.
Segundo a Medicina Chinesa, a pele é como um terceiro pulmão. Age como conexão entre o ambiente externo e interno dos nossos corpos. O caso mencionado, de acordo com a MTC (Medicina Tradicional Chinesa,) em razão do início abrupto e do intenso prurido, as áreas quente são diagnosticadas como invasão de Vento, com Umidade e Calor concomitantes. O Vento é caracterizado pelo início súbito, o calor pela coloração vermelha da lesão e da temperatura (quente) e a umidade pela lesão se apresentar úmida e exsudativa.
Além do tratamento ocidental, com o uso de anti-sépticos e pomadas tópicas à base de antibióticos, podemos utilizar a Acupuntura de maneira eficaz no tratamento de afecções dermatológicas e também como prevenção, pois esse método de tratamento leva em consideração a raiz do problema em si, tratando também nesse caso o espírito do animal, acalmando-o.
O tratamento com Acupuntura inclui pontos para expelir o Vento, remover o Calor, resolver a Umidade e acalmar o espírito. Podendo ser utilizados os seguintes pontos: IG4, IG11, E36, BP6, BP10, C7, B40, TA5, TA10, VB20, VG20.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Caso II - Ashley (Cálculos Urinários/ Cistite)
O animal vinha apresentando durante alguns anos episódios de calor, agitação, insônia, suor noturno, micção noturna freqüente, urina concentrada e amarela. Além disso, neste mesmo tempo, o animal manifestou a presença constante de cristais em sua urina (cristalúria).
Em março de 2010, animal começou a exibir sintomas como disúria, hematúria, polaciúria e lambedura do órgão genital. Com auxílio de exames complementares (hemograma, EAS e ultrassonografia) foi diagnosticada uma urolitíase vesical (urólitos na bexiga), associada a uma infecção do trato urinário.
De acordo com os resultados dos exames foi indicado pelo médico veterinário a remoção cirúrgica dos urólitos. Portanto, o animal foi submetido a uma cistotomia e, dessa forma, foram retirados os dois cálculos vesicais. Para prevenção e para que não houvesse recidiva, foi indicado o uso da acupuntura.
Cálculos vesicais retirados através da cistotomia.
Perfil do animal:
· Agitado;
· Eufórico;
· Intolerância ao calor;
· Respiração ofegante;
· Sono interrompido;
· Apetite exagerado;
· Sede aumentada;
· Flatulência;
· Micção aumentada, dor durante à micção;
· Já apresentou um caso crônico de otite externa;
· Língua vermelha, aumentada, marcas do palato, úmida;
· Pulso rápido, forte, profundo, deslizante.
Segundo a medicina chinesa, podemos dizer que este animal apresenta um calor verdadeiro em seu interior, devido ao seu perfil agitado, além de outros fatores como a língua vermelha, o pulso rápido. Além disso, apresenta também a umidade como fator patogênico interno.
A Urolitíase associada à Cistite é descrita na Medicina Oriental, como um quadro de Umidade Calor no Aquecedor Inferior. O Calor se associou à Umidade, consumiu o Jin-Ye, tornando-o cada vez mais espesso, e, assim produziu a Fleuma sólida, no caso, os urólitos (cálculos urinários).
A Umidade pode ter surgido no organismo do animal pelo excesso de quantidade de dieta, já que este tem o apetite aumentado. O exagero na alimentação sobrecarrega o Baço, causando uma Deficiência neste órgão. O Baço enfraquecido sintetiza um Líquido Orgânico estagnante, que vai se adensar e formar a Fleuma. Porém, o animal não apresenta sintomas característicos de deficiência de Baço (diarréia pastosa com restos de alimento, cansaço, lentidão, etc.), a não ser a formação de Fleuma no Aquecedor Inferior.
O animal habita em Petrópolis/Rj, um município com clima bastante úmido. A exposição constante do animal a esta Umidade exterior pode ter acarretado a penetração desta para o interior do organismo do animal, sendo, portanto, um fator importante para o desenvolvimento da patologia.
A exposição excessiva à Umidade e ao Frio faz com que estes penetrem na Bexiga por baixo, conduzindo à Umidade nessa víscera Fu. Essa Umidade, com o passar do tempo, se transforma, frequentemente, em Umidade-Calor. Assim, é importante perceber que o Frio-Umidade exterior pode causar um padrão de Umidade-Calor na Bexiga, principalmente se o indivíduo já apresentar uma constituição Yang.
De acordo com o diagnóstico sindrômico e a Medicina Tradicional Chinesa, conclui-se que para o tratamento do animal, deve-se dispersar a Umidade, clarear o Calor, abrir as passagens de água do Aquecedor Inferior, tonificar o Qi do Baço e utilizar pontos de acupuntura que beneficiem a Bexiga.
Pontos Utilizados:
Para eliminar o calor: 11 IG, 7C, 44E, 63B.
Para eliminar a fleuma: 9BP.
Para tonificar BP: 3BP, 36E.
Para tonificar o Yin (o Fogo consome o Yin com o tempo): 6BP, 6R, 6C;
Pontos Back-shu: 28B, 20B, 21B, 15B, 44B.
Sinais de cistite: 3VC.
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